4.ª jornada da Taça da Liga – FC Porto x Académica: Um calcanhar de rei no apuramento para as “meias”

Hulk era o rei dos marcadores no Estádio do Dragão, mas cedeu esta quarta-feira o trono a Jackson, que, com um “bis”, foi essencial para o FC Porto derrotar a Académica (4-1) e assegurar a passagem às meias-finais da Taça da Liga. O colombiano, que apontou o 45.º golo no recinto azul e branco, atingiu a marca em grande estilo, com uma finalização que vai correr mundo: a meia alltura, após canto de Tello, rematou de calcanhar e alcançou o feito da melhor forma possível, com um gesto técnico eternizado por Madjer e que já é marca da casa. E não poderia ter sido mais simbólico que o terceiro golo dos portistas tenha sido apontado por Gonçalo Paciência, que se estreou a marcar com a camisola dos seniores aos 20 anos, ao terceiro jogo, tal como o pai Domingos. Evandro ainda fechou o marcador, de penálti.

Ainda não tinha acontecido nada de especialmente relevante na partida quando Jackson Martínez, ao primeiro remate do FC Porto, fez o 1-0. O colombiano aproveitou uma hesitação de Aníbal Capela para lhe roubar a bola e “fuzilar” Cristiano. Ao contrário de outros encontros, os Dragões revelaram-se eficazes e abriram cedo o marcador, o que lhes proporcionou uma maior tranquilidade. Nos minutos seguintes, Tello esteve por duas vezes em boa posição para aumentar a contagem, mas aos 11 minutos permitiu a defesa do guarda-redes adversário e aos 15 atirou ao lado. O domínio dos azuis e brancos na primeira parte foi total e fruto de uma agressividade muito superior à dos conimbricenses e de uma boa troca de bola entre as linhas contrárias.

Apesar de Rúben Neves distribuir muito bem o jogo, os portistas sentiam dificuldade em criar lances de perigo face a uma Académica ultra-defensiva. Os forasteiros pareciam dispor elementos em frente à sua baliza com o mero intuito de formar uma teia em que os Dragões perdiam quase sempre a bola, é certo, mas em que esta era devolvida como uma mera formalidade. A Académica não queria atacar. Da primeira parte, registo ainda para um penálti claro por marcar sobre Jackson, aos 41 minutos (e que Tiago Martins, em boa posição, decidiu ignorar), e para um falhanço de Jackson, que se isolou, nos descontos, mas nem acertou na baliza.

A segunda parte arrancou sob o signo de Tello, que esteve por duas vezes perto do 2-0, mas não era o dia do espanhol marcar. Por sua vez, Jackson teve mais um dia sim e, após fazer o segundo golo, foi substituído por Gonçalo Paciência debaixo de uma grande ovação. O encontro parecia resolvido quando Mbala, aos 72 minutos, fez o 2-1 e pareceu relançar as esperanças da Académica, mas o golo apenas serviu para espicaçar os portistas. Os forasteiros entusiasmaram-se e subiram um pouco as linhas, e o FC Porto castigou essa audácia. O 3-1 saiu dos pés de Gonçalo Paciência, após um trabalho individual, e o jovem avançado foi ainda travado por João Real na grande área, na falta que originou o penálti convertido por Evandro, aos 80, e que fechou o marcador.

O FC Porto garantiu assim o primeiro lugar do grupo D, com dez pontos, e defronta agora nas meias-finais da Taça da Liga o Marítimo, na Madeira, a 11 ou 12 de Fevereiro.

Fonte: fcporto.pt

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