«Estive perto de assinar pelo FC Porto» – Paulo Sousa

Paulo Sousa é o anfitrião do FC Porto, esta quarta-feira, no regresso da Liga dos Campeões. O treinador português que comanda o FC Basel frisa a importância de não sofrer golos em casa e reconhece o favoritismo portista.

«Todos queriam o FC Basel», começou por dizer, referindo-se ao sorteio, o antigo internacional português, que em vésperas de receber o FC Porto, concedeu uma entrevista ao jornal A Bola.

«Mas também penso que todos estão precavidos e sabem que o FC Basel não é uma equipa assim tão simples. Não me vou pôr com desculpas nem atirar mais responsabilidades para o FC Porto mas é uma realidade: estivemos dois meses sem competir e isso cria dificuldades. Ainda assim, queremos e vamos ser competitivos», prometeu, frisando uma ideia que tem sido chave na sua equipa e que deixou para trás, por exemplo, na fase de grupos, o Liverpool.

«Não abdico deste espírito, desta ambição e desta coragem na procura de sermos protagonistas, é assim que se pode ter sucesso», destacou, voltando-se, depois, para o jogo desta quarta-feira.

«Reconheço um FC Porto super forte, com uma organização ofensiva extraordinária. Tem estatísticas altíssimas em relação ao número de golos e oportunidades que cria em cada jogo. E depois há a sua intensidade, a sua qualidade. Mas, através da minha mensagem, queremos ser a equipa que mais dificuldades vai criar ao FC Porto até hoje», frisou.

Tendo em conta que a eliminatória se joga a duas mãos e que a decisiva se realizará no Dragão, Paulo Sousa sublinha a importância de não sofrer golos.

«Tendo o FC Porto uma enorme capacidade ofensiva, é muito importante não sofrermos golos em casa», avisou.

Esteve perto do FC Porto

Enquanto jogador, em Portugal, Paulo Sousa representou o Benfica e o Sporting mas confessa que esteve perto de assinar pelo FC Porto.

«Houve essa possibilidade antes e depois do Espanyol [2001/02]. Mas, no último caso, estive ainda mais próximo de voltar ao Benfica. É passado. Estou muito mais direcionado ao presente e ao futuro. Não procuro o meu passado por nada».

Pinto da Costa revelou-se, desde sempre, um admirador confesso das suas qualidades e os elogios do dirigente azul e branco ao internacional português foram sempre constantes.

«O único contacto que tive com o presidente aconteceu quando cheguei à Juventus. Ele foi a Itália, com a sua comitiva, para perceber como funcionava o ticketing no clube e no calcio e, aí, tivemos a oportunidade de conversar. Ele reconheceu a admiração que tinha por mim e disse que gostaria de me ver jogar no FC Porto, o que me deixou muito contente. Mas nunca aconteceu», recorda.

Fonte: zerozero.pt

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